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uma baleia encalhada na praia, no começo, título-galáxia, sempre, uma mulher grávida diante de uma pedra, placas de cobre, linhas sonoras, (uma mulher é uma mulher, uma pedra é uma pedra, uma baleia é uma baleia, não há metáforas), em 2016, a inauguração da usina de belo monte, uma espécie de baleia encalhada, uma tragédia, em 2018, dois dias depois do episódio de Bolsonaro levar uma facada, na rua, em frente ao portão de casa, uma mulher grávida esfaquiada, morre na rua restando um grito adolescente que ecoava por detrás da porta, acompanhar a passagem, todos ao seu redor, de longe a paisagem da barriga, como uma ilha, em 2019, raoni, que lutou e chorou muitas lágrimas pela trágedia de belo monte, atua como o presidente de nosso país, com mais de 80 anos, do outro lado do oceano, amanhã, a greve geral, a reforma da presidência, a disposição do coração e da musculatura para ver os limites, não ignorar, uma mulher é uma mulher, uma pedra é uma pedra, uma baleia é uma baleia, não há metáforas, domingo, uma chance ao pôr do sol e àqueles que ainda não tem nome.

 

Ficha Técnica

Andreia Yonashiro (direção)

Bella (desenho de som)

Casa líquida (apoio)

Inaê Moreira (dança)

João Aleixo (direção, acordeón)

Juçara Marçal (voz)

Julia Zakia (camera)

Marcius Lindner (direção)

Marion Hesser (direção, gargarejo)